sexta-feira, 1 de junho de 2012

PROFESSOR AINDA É O PRIFISSIONAL MENOS VALORIZADO DE NÍVEL SUPERIOR

Ficou constatado que na década passada o salário dos professores da educação básica no Brasil registrou ganhos acima da média dos demais profissionais com nível superior, fazendo encurtar a distância entre esses dois grupos. Esse avanço, no entanto, foi insuficiente, magistério segue sendo a carreira de pior remuneração no país. Segundo Tabulações nos microdados do Censo do IBGE, indicam que a renda média de um professor do ensino fundamental equivalia, em 2000, a 49% do que ganhavam os demais trabalhadores também com nível superior. Atualmente, esta relação aumentou para 59%. Entre professores do ensino médio, a variação foi de 60% para 72%. Apesar de ser considerado um avanço, o censo revela que as carreiras que levam ao magistério seguem sendo as de pior desempenho. Entre as áreas do ensino superior com ao menos 50 mil formados na população, os menores rendimentos foram verificados entre brasileiros que vieram de cursos relacionados a ciências da Educação, principalmente o curso de Pedagogia que tem licenciatura para ministrar aulas nos anos iniciais da educação básica. Em seguida, entre as piores remunerações, aparecem cursos da área de religião e, novamente, uma carreira de magistério: formação de professores com especialização em matérias específicas, onde estão agrupadas licenciaturas em áreas de disciplinas do ensino médio, como Língua Portuguesa, Matemática, História e Biologia. Pagar melhor aos professores da educação básica, no entanto, é uma política que, além de cara, tende a trazer retorno apenas a longo prazo em termos de qualidade de ensino, mas é extremamente necessária. Como pode profissionais que desempenham atividades tão importantes para o social serem remunerados com salários que é uma vergonha. Os professores lutam por um mísero piso nacional que é ainda negado por vários governadores deste país.Descumprindo o que já Lei, alegando não haver fundos para pagamento, mas nunca sobra dinheiro para investir em educação, apesar de dizerem "Só a educação pode mudar esse País", na prática só culpam os professores pelos fracassos e exigindo melhorias do aprendizado dos alunos. O achatamento salarial do profissional do magistério traz sérios prejuízos a longo e curto prazo. Esta tese é comprovada por um relatório feito pela consultoria McKinsey, em 2007, que teve grande repercussão internacional ao destacar que uma característica dos países de melhor desempenho educacional do mundo, que são: Finlândia, Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura, que era alto poder de atração dos melhores alunos para atuarem no magistério, pois se pagam ótimos salários.Pesquisadores dizem que dobrando os salários dos professores não vai dobrar o aprendizado dos alunos. O problema é que esses pesquisadores nunca ministraram uma única aula, sequer conhece os verdadeiros problemas enfrentados pelos educadores, apenas fazem críticas baseados em teorias que não condizem com as práticas. Ainda falam que para melhoria da educação teriam que resgatar para área da educação os bons alunos, mas que não querem ser professores no Brasil. Mesmo assim admitem que para atrair os melhores profissionais é preciso ter salários mais atrativos, e que os cursos da educação acaba atraindo quem não tem nota para ingressar em outra faculdade, mas que é preciso: carreira, formação e gestão. Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/professor-ainda-pior-salario-4954397#ixzz1vVrmL3kj © 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

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